Ritmos nordestinos são destaque em novo EP de rapper alagoano

Músico aposta em letras com críticas sociais e estruturais


Foto: Divulgação

Coco de roda, baião, xote e forró. Esses são alguns dos principais ritmos nordestinos utilizados no último EP do rapper alagoano Ruy Guimarães, também conhecido como Ruimares, lançado nessa quarta-feira (31). Intitulado “Alavantu”, a obra traz músicas com letras repletas de críticas sociais e estruturais, além de uma faixa romântica, algo já característico do músico.


A ideia inicial da carreira solo do músico é misturar o rap a diversos elementos e, neste extended play, o forró se torna mais presente nas melodias, contando com instrumentos como zabumba, triângulo e, principalmente, a sanfona, que se misturam com batidas eletrônicas e rimas rápidas.


Ruimaraes explica que, além de exaltar a região Nordeste, também enaltece alguns artistas, como Jackson do Pandeiro, Chico Science, Dominguinhos, Luiz Gonzaga e o alagoano Jacinto Silva, que foi sua maior inspiração.


“Aprendi com o saudoso Chico Science que é possível que as tradições regionais se apropriem de influências estrangeiras. E isso é refletido em todas as minhas músicas. É uma forma de valorizar, reconhecer e apoiar a tradição, mas também ser livre para expandir, criar e inovar”, detalhou.


O EP conta com duas participações, uma do cantor alagoano de MPB, Júlio Uçá, na música “Caboclo intergaláctico e seu baião”; e outra da cantora Ju Souza, em “De longe (xote lo-fi)”.

Mais uma vez, Ruy produziu toda a obra, compondo e cantando todas as faixas. Já a gravação de voz e a mixagem e masterização ficaram a cargo de Tiago Godoi.


“Fazer esse EP foi um reencontro com minha infância e uma homenagem às minhas raízes, que tanto amo. Nasci em Teresina, no Piauí, mas morei em Maceió minha vida inteira. Minha mãe é Pernambucana, minha avó de Palmeira dos Índios, meu avô da Paraíba, e por aí vai (…) tenho praticamente um pouco do nordeste inteiro no sangue”.


Ruimaraes conta que, durante o processo de produção, foi mergulhando na história de grandes nomes da música, conhecendo novos artistas e explorando outros que já conhecia. “Fiz um estudo sobre os gêneros criados e o que as pessoas daquela época queriam expressar”.


Capa

A arte da capa é de autoria do ilustrador Enio Maciel e é inspirada na música “Caboclo intergaláctico e seu baião”, terceira faixa da obra, que conta com referências de cor da novela brasileira “Velho Chico” e da animação estadunidense “Rick and Morty”.


“Quando o Ruy me mostrou a letra, vi que era bem viajada e merecia algo mais maluco. A música fala de um homem que pegou um portal interdimensional. Utilizei elementos como um carro de boi, uma casa simples e uma árvore seca, para regionalizar. Me usei de modelo naquele ângulo do personagem central, posicionei a câmera em frente à rede que estava deitado, para pegar o ponto de perspectiva. Então decalquei a foto para usar como esboço”, descreveu Enio.


Discografia

Esse é o segundo EP do artista, que fez sua estreia na carreira solo com o single “Cheio de maluco”, em 2018. O primeiro foi “Frida, rimas e álcool em gel”, em abril de 2020. Ele também conta com cinco clipes musicais: “Cheio de maluco”; “Eu te amo, peste!”; “Samba!”, “Clickbait”; e “Eu queria congelar”.


Ficha técnica

Nome: Alavantu

Artista: Ruimaraes

Selo: Independente

Artista da capa: Enio Maciel

Faixas:

1 – Monólogo ao pé do coco

2 – O passado

3 – Caboclo intergaláctico e seu baião feat. Julio Uçá

4 – Xote da implicância

5 – De longe (Xote lo-fi) feat. Ju Souza


*Com informações da Assessoria de Comunicação

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