Lewandowski decidirá se ministro da Saúde será investigado por crise no Amazonas

Eduardo Pazuello é alvo de pedido de abertura de inquérito feito pela PGR após colapso no sistema de saúde de Manaus há cerca de duas semanas.


Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o relator do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de inquérito contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O general auxiliar do presidente Jair Bolsonaro é alvo do pedido devido à crise no sistema de saúde do Amazonas.


De acordo com informações do G1, o envio do pedido a Lewandowski foi determinado nesta segunda-feira (25) pela ministra Rosa Weber, vice-presidente da Suprema Corte e á frente do plantão judiciário durante o recesso. Caberá, então, ao ministro decidir pela autorização ou não do início das investigações.


O pedido de investigação foi enviado ao STF no último sábado (23) pelo procurador-geral Augusto Aras, com base em representação do partido Cidadania, em apuração preliminar da PGR e em informações apresentadas pelo próprio Pazuello. No último dia 19, o Ministério da Saúde entregou um documento com mais de 200 páginas no qual listava as ações de enfrentamento da crise no Amazonas.


A PGR apontou que, apesar do aumento no número de casos de coronavírus ter sido observado na semana do Natal, a pasta só enviou representantes em janeiro, uma semana depois; entre as principais conclusões do encontro estão a possibilidade iminente de colapso do sistema de saúde em dez dias, devido à falta de recursos humanos e estimativa do aumento de casos. O relatório parcial de ações indicava que a grave situação dos estoques de oxigênio hospitalar em Manaus foi informado ao Ministério da Saúde em 8 de janeiro, por meio da White Martins, fabricante do produto. O documento foi assinado por Pazuello.


Apesar da estimativa, o ministério entregou o insumo apenas em 12 de janeiro. Atraso também na transferência de pacientes graves, cuja recomendação data de 6 de janeiro, mas passou a acontecer cerca de dez dias depois.


A PGR observou também que oito dias após Eduardo Pazuello ser informado sobre o iminente colapso no sistema de saúde de Manaus, foram enviadas 120 mil unidades de hidroxicloroquina como medicamento para tratar a Covid-19. A substância não tem eficácia comprovada contra a doença.


Fonte: Bahia.ba

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