Huck homenageia Paulo Gustavo e critica governo: ‘Muito revoltante’

"Foi uma partida injusta porque poderia ser evitada", disse o apresentador durante o "Caldeirão"


Reprodução/TV Globo

Luciano Huck dedicou um momento do ‘Caldeirão, neste sábado (8), para prestar uma homenagem ao ator Paulo Gustavo, que morreu aos 42 anos na terça-feira (4) por complicações da Covid-19. Cotado como presidenciável para as eleições de 2022, o apresentador da TV Globo também fez críticas ao governo pela forma com que lidou com a pandemia.


“Foi uma partida injusta porque poderia ser evitada. Se o Brasil tivesse levado a sério essa pandemia desde o começo, hoje todos nós já estaríamos vacinados. E o Paulo não teria partido”, disse.


Ele citou a “mudança de rumos” na política dos Estados Unidos para sustentar seu argumento. “Eles tiveram a sabedoria de ouvir a ciência e mudaram os rumos. Em três meses, vacinaram a população. Agora, a Broadway anunciou que vai reabrir suas cortinas. Aqui, seguimos chorando nossos mortos. É muito revoltante”.


O apresentador elogiou a intensidade e a “pressa de viver” de Paulo Gustavo e disse que chorou a perda ao lado do filho Benício, lembrando que, em 2019, quando o menino sofreu um acidente, o ator cantou “O Pato” em homenagem a ele, durante apresentação em um teatro lotado.


“Ele ia muito além de fazer graça. Tinha muito afeto, tinha acolhimento, tinha representatividade. Ele era exatamente assim, na tela ou fora dela, no palco ou na coxia. Ele tinha essa pressa de viver”, lembrou.


“Na vida pessoal, ele rompeu barreiras e preconceitos, formou sua família, desbravando caminhos e derrubando muros de preconceito. Como cidadão, era inquieto, levantou bandeira, defendeu minorias e criticou absurdos dos últimos tempos. Em janeiro, quando faltou oxigênio em Manaus, ele foi o primeiro a me ligar e disse, como podemos ajudar? E ajudou”, continuou o apresentador.


Fonte: Bahia ba

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