Exclusivo: delmirense que trabalha na área de Saúde em São Paulo é imunizado contra Covid-19

Osvaldo atua na linha de frente desde o início da pandemia, ele relata o árduo trabalho e a sensação de estar imunizado.

Crédito: Coretsia

Osvaldo Gomes Sobrinho, de 49 anos, viveu parte da vida na Vila Moxotó, área rural de Delmiro Gouveia. Foi a São Paulo em busca de capacitação e emprego. Ele é técnico de enfermagem no Instituto Central do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, há mais de 27 anos, está atuando na linha de frente no combate à pandemia e foi imunizado contra Covid-19, neste domingo (17).


A ação foi possível após à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovar o uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford.


Em entrevista exclusiva ao portal Emerson Emídio, Osvaldo falou sobre a sensação de estar imunizado. “A ficha ainda não caiu. No início do mês de março do ano passado, o Instituto Central, prédio em que trabalho, foi reservado apenas para pacientes com Covid-19, em média 800 leitos”, afirma.


Ele relata o trabalho desenvolvido desde o início da pandemia na unidade. “No início, sabíamos que a doença era muito contagiosa apenas, mas como no restante do mundo, ainda não sabíamos como era o paciente propriamente dito com a doença. O que vimos foi uma situação de catástrofe, onde não parava de chegar ambulâncias de todas as regiões da cidade e região metropolitana, com pacientes extremamente graves com sintomas de desconforto respiratório grave que evoluíam para falência renal (necessitando de hemodiálise continua), falência cardíaca, neurológica, partos antecipados na tentativa de salvar mãe e filho entre outras complicações”, relata.


Osvaldo também conta como foi a rotina de trabalho e a importância da tomada de decisões, para salvar vidas. “Nas unidades de trabalho, rotinas extremamente exaustivas, que muitas vezes perdíamos a esperança diante de tantas perdas (muitos óbitos que abalavam em muito o nosso psicológico individual e do grupo de trabalho) e à medida que perdíamos uma vida, também tínhamos a esperança e a força renovada no grupo de trabalho a cada alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para a enfermaria onde continuavam na luta para a recuperação e finalmente a hospitalar dos sobreviventes para casa”, enfatiza.


Com a 1ª dose da vacina, ele diz que mesmo assim, não podemos relaxar nas medidas sanitárias. “Hoje sabemos lidar com mais facilidade com essa doença. A esperança da vacina finalmente está chegando. Um alivio. Complementando, ainda não podemos relaxar com as medidas de prevenção”, finaliza.


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