Editorial: Dez primeiros dias de governo e um panorama da situação dos municípios



Gestores encontram muitas dificuldades por dois fatores - período de transição curto e o reflexo do desgaste da pandemia.


Administrar um município não é uma tarefa fácil. E com o cenário que o ano de 2021 trouxe aos eleitos, a situação, pelo menos nos dez primeiros dias de mandato, mostra que o caminho vai ser árduo e que requer muito empenho.


Dois fatores são primordiais para esse cenário - o curto espaço de tempo no processo de transição, ou seja, saber de fato qual a real situação em que os municípios se encontram, o segundo, e não menos importante, o reflexo do desgaste da pandemia nos setores tidos como essenciais.


As duas temáticas se encontram em algum ponto da trajetória, entretanto, para os novos prefeitos(as), pegar um barco navegando, requer no mínimo, uma espécie de auditoria minimalista.


O Governo Federal, por sua vez, foi um importante agente no combate ao Coronavírus. Todavia, com o aval do Supremo Tribunal Federal(STF), os municípios tiveram autonomia para se adequar a realidade vivida no dia-a-dia.


E quando essa tal liberdade foi outorgada, entrou um fator que é possível ser analisado por todos os cidadãos - a transparência. Tanto nas ações de enfrentamento à pandemia, tanto na prestação de contas dos repasses recebidos e, essa última, diga-se de passagem,necessita de muita coragem para não cometer atos de improbidade, uma prática vista em variados exemplos na nação, com a malversação do dinheiro público.


Um novo ano chega, mas os problemas antigos continuam batendo na porta dos novos gestores. Falta de medicamento, testagem muito abaixo do esperado, equipes cansadas do longo período de pandemia. E aí, o que fazer?


Concomitantemente, os problemas pontuais e diários reforçam a importante e valorosa atenção em todos os setores sociais. Ainda é muito cedo para dar um parecer do que forma os "novos" gestores estão fazendo. Porém, estou acompanhando de perto.


Provavelmente, dentro de dois meses, e com a sinalização do Plano Nacional de Vacinação, apresentado pelo Ministério da Saúde, mas que a logística municipal deve ser pensada para ontem, com o início da vacinação, índices econômicos voltarão a trazer resultados - até aqui, o que se espera.


É uma espécie de governar para duas áreas, uma que precisa ser planejada em full time, em detrimento do futuro da outra. E a segunda, mantida, pelo menos ao básico, para que num futuro bem próximo, as duas, se tornem uma só.


O resultado disso tudo, só o tempo para responder...


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