Covid: risco de infecção em casa cai 30% quando 1 pessoa está vacinada

Estimativa do Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças é baseada em estudos sobre a duração e as características da imunidade


Gustavo Moreno

Um relatório técnico do Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC), publicado nesta segunda-feira (29/3), sugere que, quando um membro da família é vacinado contra Covid-19, o risco de infecção das demais pessoas que moram na mesma casa é reduzido em pelo menos 30%.


O dado é baseado na revisão de estudos publicados e na versão de pré-impressão sobre a duração e as características da imunidade após a vacinação com qualquer um dos imunizantes autorizados pela União Europeia ou após uma infecção natural pelo vírus Sars-CoV-2 provocada por qualquer variante.


De acordo com o documento, há evidências de que a vacinação reduz significativamente a carga viral e infecções sintomáticas e assintomáticas nas pessoas vacinadas, o que pode se traduzir em transmissão reduzida, embora a eficácia da vacina varie de acordo com a fórmula e o grupo alvo.


O único estudo feito sobre a transmissão domiciliar do vírus por pessoa vacinada foi realizado na Universidade de Glasgow, na Escócia, baseado em registros do país.


“Diante desse fato, espera-se que o número total de infecções diminua significativamente com o aumento da cobertura vacinal, desde que haja correspondência entre as cepas da vacina e as cepas do vírus circulante. Isso levará a uma redução geral da transmissão”, afirma o ECDC.


Reinfecção e novas variantes

Os representantes da agência destacam que, apesar de haver casos de reinfecção da Covid-19, eles ainda são “bastante raros”. Estudos mostram que a proteção adquirida por uma infecção anterior varia de 81% a 100% a partir do 14º dia depois do contato com o vírus, por um período de cinco a sete meses. A proteção em indivíduos com 65 anos ou mais, no entanto, é menor.


Mas eles ponderam que mais pesquisas são necessárias porque as evidências que temos disponíveis são baseadas em estudos feitos antes do surgimento das variantes consideradas mais preocupantes, como a encontrada na África do Sul (B.1.351) e no Brasil (P.1).


“É muito encorajador ver que as reinfecções de Sars-CoV-2 são bastante raras. Embora o efeito de novas variantes preocupantes sobre os padrões de transmissão precise ser monitorado de perto, ainda esperamos que o número total de infecções diminua significativamente à medida que a cobertura de vacinação aumenta ”, disse a diretora do ECDC, Andrea Ammon.


Fonte: Metrópoles

0 comentário