Centrão e militares defendem desmembramento do Ministério da Economia

Além de desafogar o ministro, a mudança abriria mais dois canais de diálogo com a área econômica do governo


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A falta de iniciativa de Paulo Guedes em pedir um ajuste prévio da proposta orçamentária deste ano aumentou a defesa tanto dentro como fora do governo da necessidade de divisão do ministério que chefia, o da Economia, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a publicação, a avaliação compartilhada por integrantes do centrão e pela cúpula militar é que o tamanho da superpasta tem afetado o avanço de projetos na área econômica e o rendimento do ministro.


Como mostrou a Folha nesta quinta-feira (8), apesar de dizer que o prazo para pedir ajustes na proposta orçamentária estava apertado, Guedes teve mais de dois meses para solicitar alterações entre a consolidação de dados e a votação do projeto.


A proposta enviada considerava 2,09% para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O indicador, porém, fechou em 5,45%.


Mesmo assim, a pasta da Economia não enviou um comunicado oficial sobre a necessidade de calibrar as despesas.


A necessidade de adequar a proposta criou um impasse entre Economia e Congresso e aumentou a defesa para que a superpasta seja desmembrada, o que poderia concentrar a atuação do ministro em setores estratégicos.


No atual governo, antigos ministérios foram rebaixados para o status de secretarias para serem incorporados pela Economia, como Planejamento, Trabalho e Indústria. Ao todo, a superpasta reúne oito secretarias especiais.


Ainda conforme a Folha, a proposta defendida por deputados e senadores seria a recriação de dois ministérios: Planejamento e Indústria.


Além de desafogar o ministro, a mudança abriria mais dois canais de diálogo com a área econômica do governo.


*Com informações do Bahia ba

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