Brasil atinge a maior média móvel de mortes por Covid-19 na pandemia

Média móvel chegou a 1.102,4 mortes neste domingo (14/2), a maior já registrada desde o início da pandemia no país.


Crédito: Hugo Barreto

A média móvel de óbitos por Covid-19 no Brasil subiu pelo sétimo dia consecutivo, chegando a 1.102,4 neste domingo (14/2). Trata-se do pico de mortes registrado em toda a pandemia. O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu alta de 3,2%, o que indica certa estabilidade.


Devido ao tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação de especialistas para que a média móvel do dia seja comparada à de duas semanas atrás.

Variações na quantidade de mortes ou de casos de até 15%, para mais ou para menos, não são significativas em relação à evolução da pandemia. Já percentuais acima ou abaixo devem ser encarados como tendência de crescimento ou de queda.


Em números absolutos, o país registrou 719 óbitos em decorrência da Covid-19 e 24.759 novas infecções de coronavírus nas últimas 24 horas, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). No total, o Brasil já perdeu 239.245 vidas para a doença e computou 9.834.513 casos de contaminação.


Média móvel

Acompanhar o avanço da pandemia de Covid-19 com base em dados absolutos de morte ou de casos está longe do ideal. Isso porque eles podem apresentar variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos fins de semana, por exemplo, é comum perceber redução significativa dos números.


Para reduzir esse efeito e produzir uma visão mais fiel do cenário, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa, então, representa a soma das mortes divulgadas em uma semana dividida por sete. O nome “móvel” é porque varia conforme o total de óbitos dos sete dias anteriores.


Faixa dos 50 anos

No sábado (13/2), em Manaus (AM), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que enviará vacinas aos estados para acelerar o Plano Nacional de Imunização, chegando até o público de 50 anos de idade ainda em fevereiro.


Uma variante do vírus registrada primeiramente em Manaus está sendo relacionada ao aumento rápido do contágio na Região Norte do país, e Pazuello disse que quer responder a esse recrudescimento acelerando a imunização.


Fonte: Metrópoles

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