Antonio Albuquerque lamenta atuação de governadores e prefeitos no combate ao coronavírus

O parlamentar iniciou sua fala dizendo ter dedicado boa parte da vida à política, mas se mostrou indignado com a atuação de alguns parlamentares e detentores de mandatos


Foto: Ascom

Em discurso durante a plenária desta terça-feira, 4, o deputado Antonio Albuquerque (PTB) criticou a atuação de governadores e prefeitos na condução do combate à pandemia do coronavírus (Covid-19) no país. O parlamentar se mostrou contrário a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que investiga as ações do presidente da República, Jair Bolsonaro, no combate à doença no Brasil. Quanto a questão da vacina, Antonio Albuquerque destacou que a compra do imunizante não está sendo fácil para o Governo Federal, devido a grande demanda.


Albuquerque iniciou sua fala dizendo ter dedicado boa parte da vida à política, mas se mostrou indignado com a atuação de alguns parlamentares e detentores de mandatos. "Não imaginei, depois de 27 anos de mandato, que eu viesse a ser obrigado a ouvir, através da mídia e dos Parlamentos, tanto absurdo, tanta covardia", argumentou. "Estão falando em CPI para apurar atos do presidente da República, que teve as suas prerrogativas cerceadas e impedidas pela maior Corte de Justiça deste País. O Supremo Tribunal Federal determinou que quem haveria de cuidar da pandemia nos estados e nos municípios eram os governadores e os prefeitos", argumentou Albuquerque, ressaltando que o presidente Bolsonaro, do qual discorda em alguns pontos, enviou recursos para municípios e estados usarem no combate à doença, no entanto, nenhum conseguiu frear o avanço da pandemia.


"Comprar vacina a quem? Quando? Essa vacina ainda é um experimento. Sobre ela há toda série de dúvidas", destaca. "Agora vem deputado, governador e prefeito condenar o uso deste ou daquele medicamento", disse Albuquerque, mostrando-se "cansado dessa política".


"A população de Alagoas e do Brasil já não aguenta mais ouvir essa balela todos os dias. Cada um que trace a prioridade de quem deve ser vacinado. Prioridade somos todos nós, seres humanos. Agora chega o absurdo de dizer que tem que priorizar bandido, que está preso. O que se diz aos familiares das pessoas vitimadas por aqueles que ali estão encarcerados? Isso é uma falta de respeito gigantesca com todo mundo", desabafou o parlamentar, referindo-se ao anúncio do Governo de Alagoas que liberou a vacinação para a comunidade carcerária, a partir de 18 anos.


Fonte: Ascom

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