AL: secretário de Segurança diz que inteligência vai apurar denúncias de fraude no concurso da PM

Os candidatos também denunciam que há suspeitas de que um grupo de União dos Palmares teria comprado o gabarito e, pelo menos, 150 pessoas passaram nesta fase do concurso, cujo resultado foi divulgado na sexta-feira


Foto: Ascom

O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça, usou as redes sociais, na noite deste sábado, 11, para informar que o serviço de inteligência da SSP foi designado para apurar as denúncias de irregularidades no concurso para a Polícia Militar do Estado, realizado em 15 de agosto deste ano.


Gaspar de Mendonça destacou que apesar de não estar na organização do certame, a secretária vai ajudar na apuração do fato que veio à tona neste sábado, após candidatos ao concurso denunciarem uma suposta compra de gabarito da prova.


Um dos fraudadores do concurso seria um homem com vasta ficha criminal – pelo menos 7 prisões – e baixo nível de escolaridade que alcançou pontuação máxima em um dos conteúdos da prova. Consta na denúncia, inclusive, que esse homem havia sido preso novamente na sexta-feira, 10, por uma equipe do Batalhão de Polícia de Guarda.


Esse homem teria dito na Central de Flagrantes que passou ele, a irmã e um primo, que também fará a prova para a Polícia Penal. Ele comentou inclusive que, das 120 questões da prova, teria deixado 20 em branco.


Os candidatos também denunciam que há suspeitas de que um grupo de União dos Palmares teria comprado o gabarito e, pelo menos, 150 pessoas passaram nesta fase do concurso, cujo resultado foi divulgado na sexta-feira.


Informações extraoficiais dão conta que a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) está apurando as denúncias encaminhadas pelos candidatos.


Já a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) informou que já entrou em contato com o Cebraspe, banca responsável pela organização do concurso da PMAL, para que seja feita a apuração dos fatos.

A Seplag reforça que todo o cidadão está apto a fazer a prova, desde que cumpra os requisitos previstos no edital, e que, para além dos exames, há, ainda, outras etapas eliminatórias que integram o certame.

Caso haja comprovação de que algum candidato fez uso de meio ilícito durante a realização das provas, ou que não cumpre as demais premissas do concurso, este será eliminado do processo.

Fonte: Alagoas 24 horas

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